Organizações

Em boa parte do mundo ocidental a riqueza econômica cresce, mas o bem-estar emocional não.

Desta forma torna-se fundamental trabalhar no sentido de aumentarmos também o bem-estar emocional, quer a nível pessoal, quer ao nível organizacional. 

O que podemos constatar é que em geral as organizações dão ênfase às deficiências, problemas e falhas a serem reparados.

Aplicar a Psicologia Positiva no campo organizacional pode estar na identificação e no cultivo dos pontos fortes e das virtudes das organizações e de seus trabalhadores. Isto não significa que deveremos evitar a análise dos problemas e deficiências, mas sim que devemos lidar com eles numa perspectiva positiva e realista.

O objetivo é levar os indivíduos e as organizações a explorar e atingir o seu maior potencial. 

O engajamento pleno do trabalhador em seu ambiente de trabalho é um problema mundial.

Uma pesquisa de âmbito mundial mostrou que apenas 14% dos trabalhadores se sentem plenamente engajados nas empresas que trabalham.

Em um outro estudo realizado pela empresa de consultoria internacional em RH, a Towers Perrin, descobriu-se que enquanto muitas pessoas estão interessadas em contribuir mais no trabalho, o comportamento dos seus gestores e da cultura de suas organizações ativamente desencorajam a fazê-lo.

 

A questão é como fazer com que a pessoa se sinta mais engajada em seu trabalho?

 

A resposta da psicologia positiva é que quando a pessoa usa suas forças e competências, ela se sente mais engajada, seu desempenho aumenta e ela fica com mais vigor e energia.

 

Pesquisas feitas nos Estados Unidos mostram que, quando as pessoas são vistas mais pelas suas virtudes que fraquezas, elas são mais produtivas e geram maior lucratividade para a empresa.

 

O Dr. Donald Clifton(1924-2003), importante membro da organização Gallup, pode ser considerado como pai da psicologia das forças pessoais dentro do âmbito das organizações. Após anos de pesquisa na fundação Gallup mostrou que quando a pessoa não está fluindo no campo de suas forças pessoais ela está aproximadamente seis vezes menos engajada do que quem está usando ativamente suas competências.  

 

Quando a pessoa não usa suas habilidades naturais, aumentam as chances de:

  • Não sentir motivação para ir ao trabalho e ter mais interações negativas com os parceiros.
  • Tratar mal os clientes da empresa.
  • Dizer mal da empresa aos amigos.
  • Produzir menos.
  • Ser pouco criativo.

Fora do âmbito da organização, esta pessoa também está sujeita a mais problemas de saúde e dificuldades em relacionamentos.

 

Por outro lado, ao usar suas forças e talentos ativamente, os colaboradores aumentam a auto-confiança, a satisfação, a esperança e a gentileza para com os colegas de trabalho. 

 

Referências

 

Livro: Strengths Finder 2.0 – Tom Rath. 2007. Gallup Press.

 

Site: www.gallup.com