Investigação Apreciativa e Psicologia Positiva

Investigação Apreciativa e Psicologia Positiva

Orientar as empresas e organizações a focar nos aspectos positivos é o fundamento da Investigação Apreciativa. É o oposto de focar nos déficits e nos problemas da empresa. Uma definição que se afina perfeitamente com a Psicologia Positiva, o que nos leva a dizer que são praticamente propostas “irmãs”.

 

A diferença é que a Investigação Apreciativa nasceu dentro do âmbito da administração e organização, enquanto que a Psicologia Positiva foi concebida no âmbito acadêmico, em Universidades, pesquisas e congressos na área da Psicologia.

 A idéia da Investigação Apreciativa foi desenvolvida nos EUA por David Cooperrider, no início de 1980, inicialmente como  uma teoria para apoiar as mudanças dentro das organizações. Ela envolve a arte prática de fazer perguntas que fortaleçam a capacidade de um sistema antecipar  e aumentar o seu potencial positivo. 

 

É uma abordagem teórica e prática para a mudança partindo de uma visão holística. Está baseada no “construtivismo social”. Uma visão onde os sistemas humanos são criados e imaginados por quem participa deles.  Este pensamento está bem expresso nas palavras de David Cooperrider: “Nós não descrevemos o mundo que vemos, mas sim, vemos o mundo que descrevemos”.

 

Na prática as suas propostas são essencialmente colaborativas, utiliza ferramentas para identificar, compreender e dar vida às forças inerentes de cada organização. Utiliza de perguntas, ou inquéritos, para fortalecer o potencial positivo do grupo.

No trabalho de coaching com executivos, por exemplo, o trabalho se apóia na avaliação das causas e fatores que contribuíram para os momentos de mais alta performance do executivo em questões de comunicação com os subordinados. Em vez de trabalhar na melhoria de um déficit, é usada uma avaliação positiva.

Questiona-se em quais momentos o profissional teve uma melhor performance, quais épocas da vida ele teve sucesso com relação a uma determinada dificuldade, quando e por que ele foi reconhecido e valorizado.

 

Cooperrider, D.L. et. al. (Eds) , Lessons from the Field: Applying Appreciative Inquiry, Thin Book Publishing, 2001.

 

Cooperrider, D.L. & Whitney, D., “Appreciative Inquiry: A positive revolution in change.” In P. Holman & T. Devane (eds.), The Change Handbook, Berrett-Koehler Publishers, Inc